A NOITE MAIS FRIA DO ANO 
Uma peça muito bacana! Simplesmente fazia muito tempo que não entrava em um teatro e via uma peça tão bacana. Só falo uma coisa: "Com os amigos Mário Bortolotto e Paula Cohen, e Hugo Passolo está fenomenal. nada mais que foda, muito foda! Texto de Marcelo Rubens Paiva.  Hugo passolo e Paula Cohen
Escrito por Patrícia Lobo às 19h10
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MICHAEL JACKSON 
Uma grande perda, sem dúvida. Nunca fui fã do Michael Jackson, mas que foi um puta cara talentoso, isso é inquestionável. Gosto muito da época dos Jackson's Five, Abc - acho fantástico, mas depois com sua carreira solo, não tive grandes olhos a sua música em si, mas é inquestionável o seu talento. Era um cara que foi cantor, compositor, produtor, diretor, criador, foda, muito foda. Um cara completo artisticamente falando. Uma vida conturbada desde sua base. Uma pressão, uma insatisfação e a mídia, sempre ela. Fica aqui a lembrança. De um grande cara, um grande artista.
Escrito por Patrícia Lobo às 23h38
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O VÍCIO DAS ÚLTIMAS NOITES 
Faziam tantos anos que não saboreava um belo pote de doce de leite, como tenho feito nesses últimos dias de frio pela noite. Tem que acabar, né?
Escrito por Patrícia Lobo às 23h28
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SILENCIANDO Tem dias que você acredita estar fazendo o melhor. Aí então você depara com de repente, nem tudo está ou foi o melhor. A procura é como se fosse um tapa. Seco e amargurado. Assim como uma resposta. E nessas horas vem logo a cabeça "desculpa" e mais que isso " "não devia ter procurado". Dói a sensação de se enganar e o engano é constante. Assim como uma rosa negra. Parece convidativa, mas acaba indiretamente com o tempo intristecendo o todo, a água, além disso, o sentimento. A alma. E quando eu escuto Tom Waits, pincipalmente aquela música junto com o vídio que tem no YouTube - Tom Waits Waltzing Matilda live 1977 , uma das coisas mais linda que já vi na vida. Por alguma razão, só a escuto quando estou extremamente quebrada, escrever dói. Principalmente em dias assim. Tom Waits consegue tirar o melhor de mim,me ajuda a permanecer certeira. http://www.youtube.com/watch?v=XrkThaBWa5c
Escrito por Patrícia Lobo às 23h03
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FAZ TEMPO Faz tempo que não a vejo, dizia ele em sonoras palavras jogadas dentro de sua cabeça. Cabeça ôca de vez enquando. Pensamentos que pra ele eram sempre seus grandes aliados. Discretamente parecia não se importar, mas sentia e muito. A vida tem dessas, ele também pensava assim. Exatamente agora era com ela que ele queria caminhar de mãos dadas após um encontro. Sabiam bem onde isso tudo iria dar. Sabiam porque trocavam esse tipo de idéia em cafés vázios e solitários, pois era assim que a vida os presenteavam, com apenas alguns cafés que já completavam ausência há quase 1 ano. E era nela que ele pensava. Ele se culpava por simplesmente agir assim, mas já não existiam mais razões, nada, absolutamente nada mudaria, então que seja assim. Continuando só, ele olhava o horizonte onde ele só enxergava prédios, por trás deles ele só enxergava o trabalho, é o que salvavá-o, tendo grandes surpresas inclusive em seu mais alto sonho, a vida na hora exata responde e quando você mais acha que ela é injusta, ela está em cima de sua cama lhe enlouquecendo. Tremores em sua coluna vertebral. E nessa hora, almas que são almas, mesmo sendo humanas, tudo é perdoado. Tudo, porque é muito maior do que pensamos. É por isso que eles fazem, é a forma destas almas lembrarem ou esquecerem de esquecer. Quando se trata de alma, não adianta. Não há mais palavras, mais defesas, é incontrolável! E enquanto isso, ele pensa e ele pensa que ela o detesta, mas por algum sentimento que o avisa em alguma dose de saquê, puro, vem a resposta, a bendita sensibilidade, ela gosta é de você, seu canalha! De você! Por isso que dói tanto. É por isso que faz tempo.
Escrito por Patrícia Lobo às 00h01
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COMÉDIA DOS ERROS 
Nesse último sábado fui conferir a peça, que o amigo Jairo Mattos fez a co-direção. Baseada em romance homônimo de William Shakespeare, a peça A Comédia Dos Erros realiza temporada no Teatro Imprensa, até 30 de agosto. O espetáculo, com direção de Carlo Milani, tem Bruno Garcia, que está muito bem, Monique Alfradique que já foi capa da Revista Um enquanto trabalhei por lá, Issac Bardavid, Claudia Missura, Salete Fracarolli, Eduardo Muniz, Jefferson Coimbra, Marcello Boffa, Pablo Scargbi fantástica atuação, Ravel Cabral, Roberta Alonso. Shakespeare sempre muito bom. Teatro Imprensa - Bela Vista
Escrito por Patrícia Lobo às 15h32
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ALONE INTO THE BOOK 
Datas comemorativas, eu particularmente acho um saco, assim como aniversário. Como diz um amigo meu, "dia da falsidade". Hoje, dia dos namorados no Brasil e em alguns outros países. Acho engraçado, jogadas estratégicas de consumo. Na Inglaterra e na França é dia 14 de fevereiro - Valetim's Day. Consumo. E para os apaixonados é bom também, mas não seria todo dia o dia dos apaixonados e apaixonantes? Loucos pela vida e pelo amor. Hoje veio-me lembranças da paz que eu já tive, da calma que me ajudava, de tudo que eu queria. Admiro pessoas assim, são apaixonantes. Quem trás a paz pra fúria é admirável. Só que hoje, foi diferente. O vento e o gelado do inverno está lá fora. Totalmente convidativo e com loucura de apaixonados, apaixonates e amados, só uma coisa resume isso tudo: Perfeição. Enquanto isso, vira-se a página de mais uma história e o encanto fica no prazer do livro, da história ou da frase que por alguma razão mudou alguma coisa. Mais importante do que tudo isso, viver, experimentar, amar e amar, sofrer, mas amar exageradamente como Cazuza mesmo dizia, ou como o engano ou com a verdade que ele mesmo dizia e assim vai e vai e mais profundo de todos o genial Chico Buarque, nem preciso falar nada. É por isso que eu vivo.
Escrito por Patrícia Lobo às 20h13
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RENASCI. SÓ DAQUI PRA FRENTE. NOVA. VIDA NOVA. SEM MAIS ABORRECIMENTOS.
Escrito por Patrícia Lobo às 14h11
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BEN HARPER & THE INNOCENT CRIMINAL 
Um belo cd foi criado em 2007 por Ben Harper e The Innocent Criminal, assim deu vida - fecharam-se em Paris em um stúdio apenas por uma semana e criaram esse cd ao meu ver primoroso, voltado ao soul americano e suas raízes acústicas. O cd recebeu o nome lifeline e nele, o cantor fez uma parceria com a cantora brasileira, Vanessa da Mata, com a canção chamada - Good Luck , Boa Sorte. Não posso descartar canções como: Fight Outta you, Heart of Matters e In the colors. O cd todo é encantador. Fodástico!
Escrito por Patrícia Lobo às 21h33
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BORGES BRASILEIRO Banca de jornal e em passos miúdos folheia-se a revista, era o último exemplar da Carta Capital. O que lhe chamava mais a atenção era o formato, o papel e pouco se importava com o conteúdo em si, apenas com a iniciação de páginas devidamente ordenada da última pra anti-penúltima e assim consequentemente na mesma. Fala-se tanto por aí de futilidades, ele realmente se fechara por ali. Já não queria saber mais sobre a última tragédia, tão pouco sobre as futilidades de pertences. Tanto egoísmo e ele pensava radicalmente, onde ele errava, errou e poderia errar. Observava um grupo de bons amigo pombos na praça, onde estava sentado, com a tal da revista. Motivos, apenas motivos. Antes fosse somente a preocupação para sobreviver, isso é diariamente, assim como os animais de rua, mas ainda sim existe o egoísmo. Nós somos ostras. A visão de quem está fora, fora do ciclo, fora do mundo, desse mundo, fora de todas essas escolhas que já sabemos, lemos, vivenciamos. De um lado os representantes da Caros amigos, do outro lado em massa os representantes da Caras e distintos representantes de outros números. E essa luta é constante, é diária, é universal. O mundo dos que são e o mundo dos que tem, ou acham que tem. Mas o que realmente seria ter? Achara mais difícil ser, luta constante. E o medo? Todos falam, falam, mas ecua o nome, o som, o sentimento, vira-se medo. Não há poesia, nem nota, que seja a fiscal, que nos tira o medo. Razão, ou a tão falada nos últimos tempo emoção. A gente apanha, apanha pra saber que o tempo, o verdadeiro tempo não é exatamente esse que a gente acha que é. Tudo é tão mais rápido lá fora. Sse sua preocupação está limitada apenas em salões de cabelereiros, bares de charutos, visitas a constantes lojas Ralf Loren, desculpa, lá fora, bem lá existe outra distância, assim como a relação de lá dentro. Assim como as pessoas, todas fora de tempo. Encontros e Desencontros, nem Sofia Coppola conseguiu ultrapassar, mas certamente soube identificar e deixar claro a diferença de tempo, de lado, lá fora e lá de dentro. Apenas observações enquanto, folheara as páginas de sua revista, ao fixamente observar o grupo de pomboa. Ele estático observou.
Escrito por Patrícia Lobo às 00h28
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solidão evidenciada/ caminhada, ou, na caminhada a fresta do sol expondo-se sobre o prato de comida dias cinzas/ abraço do vento gelado mãos frias/ solidão saída à francesa/ saí de cena. momento/ juntando o que sobrou
Escrito por Patrícia Lobo às 00h12
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TEATRO E sábado pela noite, fui com o intuito de assistir a peça "Sonho de um homem ridículo" do genial Dostoiévski e estava lotado. Deixamos já reservado para semana que vem, pois já têm dias esgotados. Já estávamos no testro Ágora, então, já que estamos aqui, vamos assistir alguma outra peça. Fui com o intuito de uma, pois ando não querendo perder tempo, uma espécie de pensameto certeiro. Tenho ido, tanto em teatro, cinema, apenas quando tenho quase certeza que será bom. Lá estamos nose nos sugeriram a peça Machadista "Anedota". Bom, como disse, aquela sensação de certeiro, não existiu. A peça foi bem ruim. Não gostei de nada. E sinto ver Machado de Assis assim, mal fragmentado. Anedota, são fragmentos de contos de Machado de Assis, construindo uma narrativa que pretende investigar o contexto sócio-político do país enaltecendo, pelo viés cômico, a cultura brasileira. Só que o texto se perde, não se tem coesão, direção, fica jogado. Depois fomos para o Espaço dos Parlapatões e encontramos alguns amigos e comentamos sobre o desastre que assistimos e já entramos em uma conversa sobre os filmes do Beto Brant, e ninguém lembrava mais se no Invasor o personagem do sócio era o Murilo Benício ou o Alexandre Borges. E a maioria concordou em dizer que os melhores filmes de Beto Brant foram - "Os matadores" e "O invasor". Foi bacana rever vários colegas, fazia tempo. A gente se apega em uma jornada louca de correrias de trabalhos múltiplos e quando vai ver, "faz tempo". Exatamente às 24h,
iniciou a peça no Espaço Parlapatões, a adaptação de texto do romancista francês Pierre Charras, "DesFigura". Dirigida e adapta por Regina Miranda, a peça conta a trajetória de vida e profissional do pintor irlandês Francis Bacon, repleta de dualidade e brutalidade. O ator Ney Latorraca fez a produção. O ator Edi Botelho interpreta Bacon e divide o palco com o bailarino Charles Fernandes, que realizou um trabalho de corpo memorável. Como explicação para os obras intensas e viscerais de Bacon, a vida para Bacon era intensa e retratada visceralmente. Sua vida foi marcada por encontros sociais e sexuais. Uma peça com a proposta não tão realista ao se expor, marca-se por períodos de falta de coesão. Mas vale pra ver a proposta.
Escrito por Patrícia Lobo às 11h23
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DIAS CINZAS Acordar com dias cinzas. Foi assim que acordei nessa manhã de sábado. O tão aclamado frio chegou. Eu gosto. A sensação do abraço junto ao vento em passos sintuosos e o sinal verde me dão uma boa sensação, inexplicavelmente. O pijama e o sofá, alguns poucos minutos a frente da televisão. Quanto tempo mesmo faz que isso não acontece? Muito tempo, não sou muito fã de televisão. Não tenho hábito mesmo. Alguns poucos minutos foram, o suficiente para ficar trocando de canais na Tv à cabo. E consegui achar algo que me prendesse. Fazia tempo que não via esse clip no multi show. Jonnhy Cash - "Hurt", gosto muito desse clip, e do Jonnhy Cash muito também, ainda mais o vendo já um senhor e com uma vida muito difícil e uma carreira e um talento pra mim fabulosos. É mais um gênio! Mais um sensível e mal compreendido. É sempre assim. Da janela percebo muitas árvores. e o vento bate leve, suave, está frio. Isso me anima bastante. E escutar Jonnhy Cash também. E agora compreendo algumas coisas, mais do que ontem e como aquela ansiedade toda, aos poucos vai tornando-se pó. Onde a vaidade dá espaço para o respeito. O orgulho é uma luta constante. Já foi um livro e o segundo existe tanta coisa, mas ainda não dá pra continuar, processos criativos, preciso de algumas informações fundamentais, uma delas é a sensação de chegar em NY. Isso é necessário para o personagem, se eu não soube essa sensação, não conseguirei transmitir o que quero, exatamente como tem que ser. Preciso respirar aquele lugar, assim como J.J respirou Londres. É fundamental! Hoje são novos planos, mas deixar de escrever jamais. Tudo isso será publicado, isso é certo, porém, na hora certa. Enquanto isso, eu caminho junto ao vento e como os dias cinzas me fazem bem. Pra quem se faz com paz e fúria a calmaria é uma delícia. Assim como tomar café, ler revistas, sentar, sozinha. O poder de observação fica muito maior, mas para isso tem que se querer, como tudo na vida. A gente precisa "querer" enxergar as coisas. Eu escrevo sobre vida e não sobre normas de resultados. Literatura é diferente de livros técnicos. E não é a toa que sou uma metralhadora. Jamais deixarei de ser uma metralhadora ao escrever. A leveza é direcionada minuciosamente pra poucos.
Escrito por Patrícia Lobo às 12h17
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POLÍTICA E realmente há muita palhaçada. Não tem como fugir. Quanto mais fujo, mais não me aguento com os estrilhaços políticos. A política brasileira é um grande palco para o circo de horrores das conveniências, conchavos, apadrinhamentos e decepções do dito pelo não feito. Sujeira tremenda. E a receita que o diga. Sempre sobra para os mais fracos. Os que ainda querem fazer do jeito certo. São os próprios escolhidos para ter problemas.
Escrito por Patrícia Lobo às 23h04
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O LUTADOR 
Vinte anos depois de seu auge, The Ram (Mickey Rourke - bárbaro) continua a lutar, fazendo bem aquilo que sabe, porém, o tempo não é mais o mesmo. O tempo passou, ele envelheceu, seu público diminuiu e o dinheiro foi-se junto com as lembranças dos anos 80. Contudo, ele continua a participar de algumas lutas, até o enfarto chegar, depois de uma luta. Seu médico o orienta a parar. Ram, arruma um emprego em um supermercado cortando frios. Enquanto isso, tenta fazer as pazes com sua filha (Evan Rachel Wood) e apaixonado pela stripper (Marisa Tomei, que foi excelente no filme - bela, ousada e maravilhosamente bem). Mas Ram não consegue se segurar e quer fazer o que mais sabe, lutar. 
Um filme marcado pelo preço que se paga por fazer escolhas. Certo ou errado, são escolhas seguidas de consequências. Tudo tem seu preço e peso. Demorei para assistir, mas assisti. Vale a pena!
Escrito por Patrícia Lobo às 22h38
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