2006, definitivamente é um ano que se eu soubesse, pularia ou jogaria fora. Mas logo existe lá na frente e espero ao menos ter aprendido. Acho que o aprendizado é a única coisa de boa.
Minha amiga Carol disse que esse ano estou triste e introspectiva, de fato não tiro a razão dela. Triste eu não sei, mas introspectiva com certeza. Os bons amigos nos percebem e antes mesmo de existir a possibilidade do grito, eles estão ali, presentes e da maneira mais respeitosa. Você percebe que tudo pode estar ruim, mas sabe que não está sozinho.
Escrito por Patrícia Lobo às 10h28
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À MARGEM
Estava reparando e conseqüentemente, pensando sobre livros, o que me faz querer sempre livros, cd's e DVD's? Nunca me preocupei com a idéia de tirar carteira de motorista como a coisa mais importante do mundo, quando completei meus 18 anos, nem passava pela minha cabeça tirar carta de motorista, não como a grande maioria pensa. Certas vezes, me soltavam a seguinte pergunta, meio afirmação: "Mas como? Ainda não tirou a carta? Nossa! Pode tirar... E eu pensava: "O que leva as pessoas se preocuparem tanto com isso?" Estou próxima dos meus poucos 24 anos, pois é, libriana... em breve os completarei. E só agora tirei a carta de motorista, e não que eu vá usá-la agora, pois estou de partida, mas que achei que agora seria o momento. A maioria dos jovens, não só da minha geração, mas da geração do meu pai, dos anos 70, 80, 90, enfim, a maioria têm em mente, tirar a carta e ter o carro. Os jovens de 20 anos têm como meta ter o carro do ano. Enquanto isso, eu não me preocupo, nunca precisei me preocupar com isso, mesmo porque isso é uma escolha e existem coisas muito mais importantes ao meu ver. Eu prefiro ter diversas estantes abarrotada de bons livros, cd's e DVD's. Não é barato ter isso, e se conquista mês a mês. Mas entendem a diferença? A minha razão de estar aqui é outra, e aí você percebe que os opostos jamais se atrairão, a não ser por um momento ou tempo pequeno. É como se fosse um castelo de areia, o vento vai levando aos poucos. Talvez se eu não tivesse lido os livros que li, assistido os filmes que assisti e escutado as músicas que escutei a minha vida seria completamente outra, eu não seria o que sou de forma alguma. Eu tinha tudo pra ser o que não sou, e eu preferi assim. Eu quis diferente. Eu percebo isso claramente todos os dias quando volto a casa de minha mãe, o bairro, tudo. É como se fosse voltar pra me desligar da minha vida, é a raiz de onde eu cresci, mas eu sei muito bem que meu lugar não é aqui. E eu prefiro assim, ser só uma visita, uma boa visita.
Escrito por Patrícia Lobo às 12h12
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De volta...
Ontem fui conhecer o espaço novo dos PARLAPATÕES. Digo, uma graça de espaço, e é sempre bom saber que tem mais um espaço de teatro na Praça Rosevelt. Passei a madrugada papeando, foi muito bom. Eu e minhas manias de sumir e por alguma naturalidade e essência, voltar.Eu gosto de ficar em off... De volta ao tom de despedia.
Escrito por Patrícia Lobo às 11h50
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