ESSA É A IDÉIA
Vamos e voltamos./ Com idéias:/ Ora realização, ora preocupação./
Pessoas diferentes, mundos diferentes./ É a nossa casa/ São nossos irmãos./
Uma vez calado, com os olhos aprovando tal dimensão./ Conhecer./ Viver./ Gratidão./
Pelo que vi, pelo que ainda vou ver e pelo que deixei de ver./ Fazer o quê se escolhi essa forma de entender?
Escrito por Patrícia Lobo às 17h39
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ELA É MUITO MAIS

Ela deparava-se sempre diante de um copo de requeijão cheio de cevada e com substâncias alcóolicas. Dona de um estilo menina, acompanhava-se sempre com seus belos cabelos vermelhos. Ela tentava compreender sua impaciência com a humanidade. Como os dados já nos mostravam, ela era somente uma menina descobrindo dificuldades em realizar seus sonhos, ora utópicos, ora não comercializados, sempre sonhos. O sonho pode ser feito de pão, mas basta sabemos saborearmos, temos paladar para a vida, às vezes amarga, outras nem tanto. Desafios só são bem-vindos se forem escolhidos. Ela estava cheia de pessoas demagogas e hipócritas, isso não é novidade, mas para uma garota sendo apresentada para vida, aquilo parecia novidade. Ela não tinha time de coração, religião e detestava sentar nas mesas de boteco em rodas voltadas a chamarem a chuva onde somente se falava de piranhas, futebol e carro. Sendo assim, dá até para compreender a garota. Caminhava pela rua Augusta sem muito esperar da noite. Sentava em uma padaria de esquina, onde poderia achar aquele mesmo copo de requeijão para matar sua sede que era tamanha. Via-se sempre consigo, não é fácil arrumar uma boa companhia, claramente em seus moldes. A solidão era fatal, mas isso não parecia problema, quando se tem solidão se percebe mais e se observa mais consequentemente. Por incrível que pareça ela pediu para o rapaz que tranbalhava no balcão da padaria uma laranja e uma faca, ela tinha lá suas manias. Gostava de chupar laranja sempre, acompanhada de sua cevada. Não queria saber do babaca ao seu lado com a jaquetinha preta da Puma, aquilo parecia mentira. Muito menos o outro babaca que lhe dava um cartão como empresário musical, é difícil levar a sério esses sujeitos, mas estão aí a todos os lados. Ela detestava os vegetarianos, que vinham com aquele papo amarelo, muito menos daqueles que falavam que só comem carne branca, se é pra ser, seja por completo. Tudo é uma questão de cadeia alimentar, as pessoas poderiam se informar mais e evoluir-se em vários graus, seja no intelecto ou em sua própria espiritualidade. Esses tons clichês são sacados rapidamente por pessoas que utilizam bem sua massa cinzenta, assim ela pensava. Ela continuava e esperava mais, consequentemente era muito mais que isso. Mas é complicado caminhar e diferenciar realmente o que é ou não verdade dentro ou fora, ao redor de tudo, mas muito mais sério do que isso, nas pessoas. E se isso tudo mesmo parecer uma mentira, a pergunta é: O que esperar?
Escrito por Patrícia Lobo às 21h32
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