... buscando palavras que não vem.
Ele destrói depois do mar, ou até mesmo do céu azul. Você acredita que poderia, que seria e que até mesmo é, no passado hoje. Eu me frustro. Porque mentira é acreditar e perceber que você estava no ninho. Erro sempre e quero errar sempre. Se já sou inconveniente errando, imaginem se não o ocorresse? Erro e erro com gosto, ou de repente acerto e deixo passar, porque quem erra tem o péssimo hábito de fazer más escolhas. Faz parte. Eu gosto da minha fúria, porque com ela eu vou longe, quando a tive eu ia longe. Agora busco e procuro minhas palavras ásperas como antes. É isso que quero - Força, acidez, fúria. Chega de paz, de coração. O coração só se esconde e se engana. Estou procurando um capacete no fundo do mar de ilusões...
"coração, o coração escuro
coração ,coração com muros
coração, coração com paredes
coração que se esconde
coração que esta onde
coração em fuga, ferido - dúvida de amor..."
Fúria é a palavra pro agora.
É a proteção.
Escrito por Patrícia Lobo às 01h42
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CORAZON
ESCUTE!
http://www.youtube.com/watch?v=iTS7TnLgTjA&feature=related
SILVIO RODRIGUEZ - "Quien Fuera"
Uma canção que me fez lembrar de Almodóvar. Na poesia barata dos meus pensamentos solitários. Em pensar quantos enganos. Quantas tentativas. Quantos acertos? Meu Deus, quantos erros... O coração engana. O coração se esconde. O coração faz dos tontos, os tontos maiores. Já não me faço pensar mais o que passou, mas me recordo sempre. Enganos e o mais belo é dizer que não provou, não experimentou, não viveu. Assim lá na frente, evitamos lamentações, a pior, de não ter tentado, de não ter feito. Pensar-me mata e vai me matar aos poucos, muitas das vezes evitá-se de viver. Tantas cobranças que acabamos nos tornando escravos. Eu já não sei em quem acreditar, em meio a tantos desinteressantes, a gente já não sabe o que é verdade fora da gente.
Escrito por Patrícia Lobo às 01h07
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