LENDO E REFLETINDO
Um dos meus maiores prazeres; ficar sozinha e caminhar na rua de óculos escuros em um dia ensolarado, adoro o inverno também, ler jornal, revistas e livros, escutar muita música, tomar vinho e comer, comer muito, como eu gosto de comer e tenho orgasmos com comida japonesa.Gosto de toda forma de expressão, gosto da reflexão, de filosofia de punhetação, sou apaixonada por cinema, pelas trilhas e mesmo assim sou amante do primoroso teatro, esse não tem igual, do café preto e do pão na chapa, de estrada e de macaco, eles são lindos, mas se eu pudesse eu seria um elefante, ou teria um em meu jardim, lá na África, lá em meu quintal, o Safari. Gosto de ruelas que me trazem na lembrança Paris e de All Star branco, mas tem que ser de couro. Gosto de jeans, mas tem que ser os bem velhos e com a minha havaiana amarela e minha camiseta branca furada com algum detalhe. Gosto de escrever, gosto de sentir e gosto do sossego, gosto de boteco e de conversar com os bons amigos, são poucos. Nem sei mais do que gosto, sei somente onde quero chegar, só isso.
Escrito por Patrícia Lobo às 00h21
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ADORO A PALAVRA CONTROLE
O controle é uma palavra obstinada. Controle não quer dizer calmo, quer dizer com olhar amplo, atento. Controle refere-se aos grandes, aos sábios.
O controle dá uma visão maior.
Em outras palavras;
O controle deve dar caminho a outros excessos.
Escrito por Patrícia Lobo às 23h30
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PÉ NA TÁBUA

Estradeira por natureza. Ela adorava a sensação do vento no rosto e o cheiro de gasolina no asfalto ensolarado daquela terça-feira rotineira. Sim, era sua rotina, aliás, não bem rotina, mas em sua rotina apareciam algumas adversidades, como essa. Rotina ou não, isso não faz tanta diferença. A garupa estava vazia, assim como sua cama em todas as manhãs. O que valia era acordar e sentir que ainda poderia respirar e naquela terça-feira, o que realmente valia era ter acordado, respirado e sentido o vento no rosto e o cheiro de gasolina. Suas roupas pretas e surradas, pareciam um quadro sombrio, mas ainda havia alguma iluminação, sua boca pintada com um batom vermelho sangue, sua pele pálida e branca contrastrava e dava um efeito esquisito, mas tudo aquilo agradava. Estranho assim, atípico assim; a-gra-da-va! A fumaça gritava e o barulho estrondoso parecia com a chegada do orgasmo. Ela pensava em sua última vez, sua última trepada e sorria sultimente saudosa. Ela tinha um cheiro urbanho, cheiro de capacete, meio parecido com mofo, mas ninguém esperaria um cheiro de Armani, no caso dela, por favor. E mesmo assim, era interessante. Enquanto, muitos seguem a vitrola, muitos poucos desistem, ou acreditam que parar seja o melhor. Enquanto, muitos acreditam no esforço, muitos poucos acreditam nos resultados. Enquanto muitos outros precisam ser queridos, muitos poucos optam na solidão, na reflexão, no silêncio. Ela continuava, com a fumaça, com a estrada e com sua convicção que certamente não seria simplesmente em vão.
Escrito por Patrícia Lobo às 23h25
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