FORMAS E FORMAS
A sensação de sempre, fora d'água é contínua. É claro que sempre será assim, a falta de identificação é tamanha com quase tudo. E escrevo porque é a única maneira de tranformar sensações em manifestos ou simples observações. É a minha maneira de poetizar. É vital. "A MENINA DAS BORBOLETAS", será apenas o primeiro, aliás, ele já é o meu primeiro livro que aguarda tranquilamente seu lançamento, o importante é que ele está pronto, finalizado. E tê-lo pronto me faz bem satisfeita, já a espera do próximo, que já o tenho na cabeça, mas ainda não é o momento de sentar e me dedicar a longas noites ao tranformá-lo em livro. Os sonhos vão aos poucos se realizando, o que é meu é meu e ninguém tasca, assim é pra todos. Admiro sinceramente quem eu sou. Admiro muito minhas opiniões porque sou muito leal a todas elas. Muitas vezes reflito e volto atrás. Um defeito grave no qual eu não tenho é o orgulho, isso eu não o tenho. Tenho vários outros, mas se tivesse esse me complicaria muito. Tenho a sorte de quase preencher uma mão de verdadeiros amigos e também hoje em dia devo ter alguns inimigos, pra não deixar de duvidar. Sou desconfiada com tudos e todos. Já me enganei bastante por acreditar demais e ainda acredito em muita coisa. Minha imperfeição é trabalhada diariamente. Meu jeito turrão não dá pra se desgrudar de mim, porque eu não seria eu se o fizesse diferente. Enquanto eu acreditar em minhas convicções, em meus ideais eu serei assim. No fundo eu sou uma pessoa de sorte, ou de repente, eu realmente mereça, vai entender? O que quero dizer, é que sou grata a vida. Grata por viver.
Escrito por Patrícia Lobo às 21h23
[]
[envie esta mensagem]
|