DIAS ASSIM Não é uma questão de acordar e se sentir assim ou assado. Já faz algum tempo. A falta de sentido. Não é um bom dia, uma palavra religiosa, um docê de pé-de-moleque que o torna mais animado, triste, feliz. Nem escrever tenho conseguido tanto, falta de talento detectada talvez. Por aqui escrevo, entra quem quer. Sensações. Acho que está aí um bom motivo. Se formos reparar e perceber o que é ter uma sensação? Cada um teria a sua definição, e por isso, eu percebi o quanto isso é mágico e passa diariamente na vida de todo mundo, sensações. Isso é pra todo mundo. Diante de tanta futilidade, e olha que cada vez mais ando observando, e por isso vou ficando a cada minuto, segunto, mais velha, mas é uma velhice interna. Eu não gosto do que vejo. Hoje pode ser, amanhã pode não ser mais. Essa maquiagem plástica que tanto ilude as pessoas e machucam muitas outras, exatamente com esse desgosto. Eu posso definir uma coisa muito pequena, mas, redescobrir as coisas me parece algo muito encantador hoje em dia. Exatamente redescobrir, assim como uma banda que há tempos você não ouve, um livro que você leu há 10 anos atrás, um pastel na mesma esquina e sempre as terças, o café da padaria que você sempre frequentou e por alguma razão, houve um afastamento, coisas da vida. Aquele projeto que um dia você pensou em fazer e pela falta de iniciativa, ou medo, prorrogou-se. Eu adoraria ver o mundo de uma forma plástica, mas não consigo, e pode ter certeza, seria muito melhor se fosse diferente. Por isso, percebam o poder e a grandiosidade de ter uma sensação.
Escrito por Patrícia Lobo às 23h26
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