BARON TATOO 
BARON - 37 anos, tatuador Esse é o cara no qual confio. Levei muito tempo para realizar a primeira tatuagem. Sempre tive receio, pois, afinal de contas, é um trabalho irreversível. Para isso, sempre fiquei com vontade e nunca efetivamente realizava. Em junho de 2007, exatamente dia 14, fui em meu dia de folga fazer a minha primeira tatuagem. Tive a oportunidade de ficar um ano fora do país, propriamente em Londres(UK). Então, em meu "day off" (dia de folga), fui fazer a minha tatuagem. Chegando no stúdio que é uma travessa da Totheham Avenue, próximo a Oxford Street, estava lá Baron. Disse que queria um girassol e umas trepadeiras, ele perguntou: BARON: Cor ou sem cor? EU: Cor, muita cor. Cores vivas. BARON: Certo. (Aí então, Baron, fez um raff(rabisco) do desenho, eu já aprovei na hora). A partir disso, já estava confiante no cara. O cara é preciso, profissional. Aí então, ele perguntou: BARON: Onde você quer fazer? EU: Ombro esquerdo. BARON: Bom, acho melhor fazermos sem trepadeiras e sim, algumas flores(por exemplo: flores japonesas), são simples e leves, vão compor melhor a tatuagem como conjunto e dar mais vida a borboleta que também é um componente essencial e de importância no conjunto. O que você acha? EU: Pra mim está tudo ok.(enfim, confiei). BARON: Só vou comer um lanche, fica a vontade, pois teremos quase 2h de tatuagem mais ou menos. Você quer alguma coisa? EU: NÃO. Tudo ok. BARON: Vou comer alguma coisa, já volto. (eram quase 11h da manhã) Ao começar a tatuagem ele pegou os tubos de cor, eram poucos, porém, cores maravilhosa. Eram poucas, mas pra quem sabe mexer com cor, que isso é raro, assim como quem manja de cor no photoshop, raros os que sabem bem, conta-se nos dedos. Cor é uma coisa muito séria, é um trabalho muito foda. Mas tudo bem, todo mundo acha que sabem mexer com cor. Enfim. Só sei que levou exatamente 2h. Baron usou uma técnica dentro do miolo do girassol de 3D. Ao pintar o miolo perguntou: BARON: Você prefere que eu puxe mais pro marrom ou o verde. EU: (No ato) Verde! rsrsr BARON: Sábia - Cores vivas! (risos). EU: Exatamente. Eu gosto de cor. Durante todo o processo. Ele perguntava. BARON: Se estiver doendo me avise que eu paro. Eu: Está tudo ok. (o pior é que tinham horas que se vinha uma dor do caramba...) Sangro bem pouco. Sou super realizada com a tatuagem que Baron fez em mim. O cara é muito bom, técnico. E se eu tiver que fazer outra tatuagem, só faço com ele. Só confio nele. Pois sei bem que o trabalho do cara é diferente, pelo fato de ter qualidade, higiêne, além de qualquer outra coisa, muito conhecimento com cor. Aqui no Brasil, tem muitos caras bon. Percebo dificuldade nas cores e prefiro não arriscar, isso é uma questão bem minha. E os caras que sabem fazer, cobram o olho da cara, pois equipamentos, tintas tudo vem de fora, com boa qualidade. Acredito que foi mesmo o lance da confiança que influênciou bastante. Não quero me tatuar demais também, acho feio, agressivo, uma escolha minha mesmo pessoal, no máximo mais uma, mas para isso existem outras questões. O lance da tatuagem é que tem que ser encarada como profissão, essa coisa de boquetas é foda. Sabemos bem que o trabalho é foda, os caras tem que ter o lance profissional Pelo menos os que vivem disso, pois pra mim e para os profissionais, os boquetas queimam, por uma série de questões tais como: credibulidade e risco. E o que mais vejo na rua são tatuagens mal realizadas e de pensar que isso é irreversível. Penso mil vezes e por isso do lance da confiança. Estamos falando de pele afinal de contas e não de papel. 
CONFIRA O TRABALHO DO CARA! http://www.myspace.com/barontattoo
Escrito por Patrícia Lobo às 13h45
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