PRA TODOS O RIO UMA HORA MUDA A DIREÇÃO Chega uma hora que tudo muda. Todo mundo tem o seu momento de "acordar". E estava pensando nisso. A vida chega chegando sem avisar que a hora é essa. Sinto-me assim, por algumas razões, senti de verdade que a hora chegou. Eu sou uma pessoa privilegiada, mas tive sim muitos problemas de me fizerem párar por alguma razão. O livre-arbítrio nos faz ter escolhas, poder de decisão que vão acarretar lá na frente. O que falta pra humanidade são valores. Valores parece estar demodê. Eu sou uma pessoa de valores. Apesar de já ter errado um bocado de vezes, e sei que errarei mais um bocado, mas o aprendizado está justamente aí. Ter sensibilidade em não repetir o erro novamente. Valores são fundamentais pra se ter consciência de ações. Assim como gosto muito da frase - "Diga-me com quem andas que direi quem tú és." eu também gosto da frase - "faça com o outro aquilo que você gostaria que fizesse com você" Frases difícéis de agir na prática, mas são grandes frases. A bíblia é um livro muito sábio desde seja bem interpretado. É um livro difícil. Eu gosto de tudo, desde que me acrescente alguma coisa. Como é difícil nos segurarmos. Mas valores são valores. Quem os tem, tem e pronto. Tem que existir razões. E percebo esse mundo tão sem valores. Superficialidades, só distróem, só causam dor. Uma dor negativa, sem razão. Quem tem valores, sente. Sofre e sabe pedir perdão. Eu falo o que eu vejo, percebo, sinto. Sou direta e reta. Não mando recado. Isso não quer dizer que sou brava. Eu me defendo. Eu sou franca, séria, isso não tem nada a ver com brava. Quantas pessoas vêem conversar comigo pra contar um acontecimento querendo uma palavra, ou um colo? Eu escuto, sou justa. Mas falo quando acho que tenho que falar. Falo pro bem. E valores pra mim são fundamentais pra se ter um bom convívio. Eu vejo tanta superficialidade. Tanta gente achando e com o péssimo hábito de achar que pessoas são coisas. Achar que as pessoas são o que elas têm em suas contas bancárias. Tem gente que conversa com a outra pensando em o que pode usufluir, que negócio pode fazer, isso em mesa de bar. Novamente, pessoas não são coisas. Tudo aquilo que é feito mal intencionado, não vai pra frente. O amor com tudo e todos, só vale se for verdadeiro, não clichê. Valores são quesitos que são fundamentais e, aí se empregam todas as duas frases mencionadas no texto.
Escrito por Patrícia Lobo às 21h41
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AUGUSTA 
E muitos muros da rua Augusta são assim, merecidamente trabalhado por alguns artistas da área. Sou suspeita pra falar da Augusta. Adoro passear por lá, onde sempre estive na região, por conta dos teatros e, em 2005 em especial por conta de trabalhos. Cercada de bons teatros, boa comida, cafés e cinema. Reclamar pra quê? A Augusta serviu até como ambiente do meu personagem J.J, que agora anda por meados de NY. Outros ares, porém, com a mesma filosofia. Sempre estive por lá e de uma saída de cinema pra uma padaria. De um encontro pra um café. De uma peça de teatro pra algum restaurante, ou festas. Quantas festas não foram? Chega uma hora que a gente tem que parar tudo. E pra aguentar? Hoje não aguento mais, pelo fato de meus interesses serem outros, mas a Augusta sempre será a Augusta. E sempre que eu puder, vou, e o legal é que você não fica em um único lugar, a Augusta não deixa. Hoje é Virada Cultural. Alguns amigos me chamaram pra assistir uns shows, peças, mas eu não estou afim esse ano de virada Cultural não. Não gosto de lugares lotados. Até quando vou em shows particulares, detesto. Hoje em dia ficar em pista, coisa que já gostei muito. Depois que você vai pra área vip, você dificilmente volta. Não falo por conta de comes e bebes, que de boa, é muito bom, mas falo mesmo de poder assistir direito, observar direito. Tem bandas que são do coração. Strokes por exemplo: assisti vip. Vi tudo que queria ver, observar. Ver a agilidade dos músicos, presença de palco, som, enfim. Eu gosto de ver e escutar, mas ali, no meu canto e bem acomodada. Red Hot Chili Pepers também, pude ver bem, lugar estratégico, onde vi a habilidade do baterista e descobri que o cara é fera. Enfim, exemplos. Não gosto de teatro lotado, cinema então, vixi... Detesto. Por isso que gosto de cinema no horário de início de tarde. Estréias enchem o saco. Muito estrelismo, eu não tenho saco. Quantas estréias já não fui? Sempre é a mesma coisa. Sempre primeiro o topete da vaidade, depois o corpo, eu estou fora. Vai passando o tempo e você pega a malícia de suas vivências, vai sabendo melhor o que deseja, o que quer pra si e de boa, tem coisas que não me interessam mais. Se for pra ir pra ficar se expondo, estou fora. E desde quinta ando comemorando, ando passeando com amigos das antigas e todos os excessos dão uma canseira. Estou bem cansada e eu precisava descansar hoje após às 18h, pois estava papeando por aí. Esses excessos um dia ainda me matam. E ficar de pijama em um sábado noturno, é pra mim uma delícia, exatamente por isso ser raro, pelo menos comigo. Jamais estaria escrevendo esse horário aqui. Desde às 18h, já li, já dei uma cochiladinha, já tomei um café, dei uma rápida passagem pelos canais à cabo(detesto televisão, desnecessário. Só é bom pra colocar o DVD.) Tanta coisa acontecendo e tanta coisa desnecessária a gente passa. Só mesmo parando pra analisar. A gente se engana com tanta coisa, se decepciona, luta, batalha, corre, corre e quase sempre corre pra onde? E a vida é essa coisa louca mesmo. Ando sentindo aquele gás que eu tinha antes. Isso pra mim é ótimo. Porque quando rola esse gás, a coisa vai longe. Hoje mesmo estava lendo Platão. Tenho verdadeira paixão e interesse por filosofia, enfim. E estava lendo um dos fundamentos concluído por ele. Platão é tornado especialmente vivo, angustioso, pela viva sensibilidade dele em face do universal vir-a-ser, nascer e perecer de todas as coisas, em face do mal, da desordem que se manifesta em especial no homem, onde o corpo é inimigo do espírito, o sentido se opõe ao intelecto, a paixão contrasta com a razão. Assim, considera o cara, o espírito humano peregrino neste mundo e prisioneiro na caverna do corpo. Enfim, lembrei do meu ex-professor e amigo Claudemir - História da arte. Pois lembrei da caverna. De como eram feitas artes nas paredes da caverna que me fez lembrar da ex-professora Rosemary de Semiótica, sobre simbologia na época primitiva, enfim. Conhecimento é tudo na vida. Tudo. É muito bom aprender, entender e nunca parar. Quando eu procuro, descubro, estudo, a vida parece ter muito mais sentido pra mim. Eu ando muito entusiasmada ultimamente. Isso é ótimo. O sofrimento veio, dificuldades, mas isso só fortalece, pois o vigor está a mil. E agora eu vou tomar mais um café, quentinho e ler mais um pouco. Friozinho gostoso. E como estará a Augusta agora, hein?
Escrito por Patrícia Lobo às 01h13
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