DIAS CINZAS Acordar com dias cinzas. Foi assim que acordei nessa manhã de sábado. O tão aclamado frio chegou. Eu gosto. A sensação do abraço junto ao vento em passos sintuosos e o sinal verde me dão uma boa sensação, inexplicavelmente. O pijama e o sofá, alguns poucos minutos a frente da televisão. Quanto tempo mesmo faz que isso não acontece? Muito tempo, não sou muito fã de televisão. Não tenho hábito mesmo. Alguns poucos minutos foram, o suficiente para ficar trocando de canais na Tv à cabo. E consegui achar algo que me prendesse. Fazia tempo que não via esse clip no multi show. Jonnhy Cash - "Hurt", gosto muito desse clip, e do Jonnhy Cash muito também, ainda mais o vendo já um senhor e com uma vida muito difícil e uma carreira e um talento pra mim fabulosos. É mais um gênio! Mais um sensível e mal compreendido. É sempre assim. Da janela percebo muitas árvores. e o vento bate leve, suave, está frio. Isso me anima bastante. E escutar Jonnhy Cash também. E agora compreendo algumas coisas, mais do que ontem e como aquela ansiedade toda, aos poucos vai tornando-se pó. Onde a vaidade dá espaço para o respeito. O orgulho é uma luta constante. Já foi um livro e o segundo existe tanta coisa, mas ainda não dá pra continuar, processos criativos, preciso de algumas informações fundamentais, uma delas é a sensação de chegar em NY. Isso é necessário para o personagem, se eu não soube essa sensação, não conseguirei transmitir o que quero, exatamente como tem que ser. Preciso respirar aquele lugar, assim como J.J respirou Londres. É fundamental! Hoje são novos planos, mas deixar de escrever jamais. Tudo isso será publicado, isso é certo, porém, na hora certa. Enquanto isso, eu caminho junto ao vento e como os dias cinzas me fazem bem. Pra quem se faz com paz e fúria a calmaria é uma delícia. Assim como tomar café, ler revistas, sentar, sozinha. O poder de observação fica muito maior, mas para isso tem que se querer, como tudo na vida. A gente precisa "querer" enxergar as coisas. Eu escrevo sobre vida e não sobre normas de resultados. Literatura é diferente de livros técnicos. E não é a toa que sou uma metralhadora. Jamais deixarei de ser uma metralhadora ao escrever. A leveza é direcionada minuciosamente pra poucos.
Escrito por Patrícia Lobo às 12h17
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POLÍTICA E realmente há muita palhaçada. Não tem como fugir. Quanto mais fujo, mais não me aguento com os estrilhaços políticos. A política brasileira é um grande palco para o circo de horrores das conveniências, conchavos, apadrinhamentos e decepções do dito pelo não feito. Sujeira tremenda. E a receita que o diga. Sempre sobra para os mais fracos. Os que ainda querem fazer do jeito certo. São os próprios escolhidos para ter problemas.
Escrito por Patrícia Lobo às 23h04
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