BORGES BRASILEIRO Banca de jornal e em passos miúdos folheia-se a revista, era o último exemplar da Carta Capital. O que lhe chamava mais a atenção era o formato, o papel e pouco se importava com o conteúdo em si, apenas com a iniciação de páginas devidamente ordenada da última pra anti-penúltima e assim consequentemente na mesma. Fala-se tanto por aí de futilidades, ele realmente se fechara por ali. Já não queria saber mais sobre a última tragédia, tão pouco sobre as futilidades de pertences. Tanto egoísmo e ele pensava radicalmente, onde ele errava, errou e poderia errar. Observava um grupo de bons amigo pombos na praça, onde estava sentado, com a tal da revista. Motivos, apenas motivos. Antes fosse somente a preocupação para sobreviver, isso é diariamente, assim como os animais de rua, mas ainda sim existe o egoísmo. Nós somos ostras. A visão de quem está fora, fora do ciclo, fora do mundo, desse mundo, fora de todas essas escolhas que já sabemos, lemos, vivenciamos. De um lado os representantes da Caros amigos, do outro lado em massa os representantes da Caras e distintos representantes de outros números. E essa luta é constante, é diária, é universal. O mundo dos que são e o mundo dos que tem, ou acham que tem. Mas o que realmente seria ter? Achara mais difícil ser, luta constante. E o medo? Todos falam, falam, mas ecua o nome, o som, o sentimento, vira-se medo. Não há poesia, nem nota, que seja a fiscal, que nos tira o medo. Razão, ou a tão falada nos últimos tempo emoção. A gente apanha, apanha pra saber que o tempo, o verdadeiro tempo não é exatamente esse que a gente acha que é. Tudo é tão mais rápido lá fora. Sse sua preocupação está limitada apenas em salões de cabelereiros, bares de charutos, visitas a constantes lojas Ralf Loren, desculpa, lá fora, bem lá existe outra distância, assim como a relação de lá dentro. Assim como as pessoas, todas fora de tempo. Encontros e Desencontros, nem Sofia Coppola conseguiu ultrapassar, mas certamente soube identificar e deixar claro a diferença de tempo, de lado, lá fora e lá de dentro. Apenas observações enquanto, folheara as páginas de sua revista, ao fixamente observar o grupo de pomboa. Ele estático observou.
Escrito por Patrícia Lobo às 00h28
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TEATRO E sábado pela noite, fui com o intuito de assistir a peça "Sonho de um homem ridículo" do genial Dostoiévski e estava lotado. Deixamos já reservado para semana que vem, pois já têm dias esgotados. Já estávamos no testro Ágora, então, já que estamos aqui, vamos assistir alguma outra peça. Fui com o intuito de uma, pois ando não querendo perder tempo, uma espécie de pensameto certeiro. Tenho ido, tanto em teatro, cinema, apenas quando tenho quase certeza que será bom. Lá estamos nose nos sugeriram a peça Machadista "Anedota". Bom, como disse, aquela sensação de certeiro, não existiu. A peça foi bem ruim. Não gostei de nada. E sinto ver Machado de Assis assim, mal fragmentado. Anedota, são fragmentos de contos de Machado de Assis, construindo uma narrativa que pretende investigar o contexto sócio-político do país enaltecendo, pelo viés cômico, a cultura brasileira. Só que o texto se perde, não se tem coesão, direção, fica jogado. Depois fomos para o Espaço dos Parlapatões e encontramos alguns amigos e comentamos sobre o desastre que assistimos e já entramos em uma conversa sobre os filmes do Beto Brant, e ninguém lembrava mais se no Invasor o personagem do sócio era o Murilo Benício ou o Alexandre Borges. E a maioria concordou em dizer que os melhores filmes de Beto Brant foram - "Os matadores" e "O invasor". Foi bacana rever vários colegas, fazia tempo. A gente se apega em uma jornada louca de correrias de trabalhos múltiplos e quando vai ver, "faz tempo". Exatamente às 24h,
iniciou a peça no Espaço Parlapatões, a adaptação de texto do romancista francês Pierre Charras, "DesFigura". Dirigida e adapta por Regina Miranda, a peça conta a trajetória de vida e profissional do pintor irlandês Francis Bacon, repleta de dualidade e brutalidade. O ator Ney Latorraca fez a produção. O ator Edi Botelho interpreta Bacon e divide o palco com o bailarino Charles Fernandes, que realizou um trabalho de corpo memorável. Como explicação para os obras intensas e viscerais de Bacon, a vida para Bacon era intensa e retratada visceralmente. Sua vida foi marcada por encontros sociais e sexuais. Uma peça com a proposta não tão realista ao se expor, marca-se por períodos de falta de coesão. Mas vale pra ver a proposta.
Escrito por Patrícia Lobo às 11h23
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