PERCEPÇÕES Começo e termino o meu dia agradecendo. Se repararmos, isso não é fácil. Pra mim tem sido um bom exercício diário. As coisas vão acontecendo, consequentemente a vida vai tomando rumos diferentes a todos. Agradeço tudo que tenho. Sim, tudo. Desde o material, até mesmo a decepções, tristezas e uma simples risada. Tem coisas que são necessidades, até você as ter, percebe apenas as tendo a tamanha diferença que faz. E sou grata. Não fico na mão. Muitas coisas uns falam não gosto, ´euma merda e tal. Comigo dão certo. Sou grata e a intenção em que colocamos nas coisas é o que vale. Assim funcionam com as pessoas também. Eu sou grata. E com isso, eu quero é mais. O dia dia não é fácil. lidar com as coisas, pessoas situações, é um grande jogo. Eu não jogo, estou fora de jogos. Vejo as coisas com um olhar velho e não me importo. Eu não aqui pra ouvir coisas que não me interessam, eu quero aprender, não é qualquer coisa que vai me chamar atenção, se você sabe onde, não me conte como, vá. A inveja é triste. O despeito é triste. Fiquei nessas ultimas 2 semanas triste. Balanços, faz parte. Dizem que o processo de desintoxicação é exatamente assim. Depois eu pretendo ser igual o horizonte. Longe, bem longe. Nesse estágio, nada mais me trás de volta. A bola quente, passa-se para o outro e com ela a grande oportunidade também. Eu fico impressionada como tem gente cara de pau. E a minha respota, isso me refiro a um todo, a vida, a minha resposta é carimbada com a distância, com a ausência, pois eu sou acessível a todos, só não me deixem apresentar o meu horizonte, depois não há mais nada. Não há volta. Irreverssível.
Escrito por Patrícia Lobo às 16h35
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Eu descobri. Descobri que já não adianta mais. Tudo que se foi, não é mais. Virou comum, cor de lilás. Não mais quente, nem mais forte, apenas lilás. Nos ensinaram que poderia ser amor, mas percebemos que só foi curiosidade. Tornamos apenas curiosidade. Apenas. Que ora estamos lá no alto e pode ter certeza, dá um medo e ora lá embaixo e não é medo é receio. Mesmo assim, nunca pareceremos os mesmos. Você sente no farol, na caminhada, no almoço, no fundo você sente. Nada mais que isso, ninguém vai se preocupar com você, infelizmente é assim mesmo. E a gente acredita que escutar Arnaldo Antunes dizendo socorro é apenas o fim. É, tudo em vão.
Escrito por Patrícia Lobo às 09h18
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