FATO!

Mas é por isso que sou grata por ter um amigo como Marcelo Mirisola. CERTEIRO!

"O casal de namorados à minha frente. Os dois se bicavam o tempo inteiro, um passava manteiga no pão do outro, maior grude. Pensei: “Vai acabar”. Depois vão se aborrecer, e aí – se houver amor mesmo – amanhã o sujeito vai estar aqui na minha cadeira, e a mulher de preto terá ido embora, de táxi.  E então, num lugar não tão distante, o fantasma da mulher, linda e de óculos escuros, fará perguntas tolas a si mesma. Perguntas distraídas, que por breves momentos de entorpecimento serão trocadas por um sapato caríssimo parcelado em cinco vezes no cartão de crédito. Mas era entorpecimento, não era felicidade (...)"

 (Marcelo Mirisola) - Escritor Paulistano.



Escrito por Patrícia Lobo às 19h21
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FORA DO AQUÁRIO

Desde muito cedo sempre tive a impressão de estar fora. Fora de órbita, fora do ciclo, fora do aquário, à margem. É como se eu não pertencesse ao que eu estava dentro, ao que eu parecia inclusa. O corpo estava, a observação também com uma certeza absurda de que aquilo tudo que eu vivia não me pertencia. Eu não compactuava e não compactuo com tudo o que eu vejo. Hoje eu percebo mais e sei que ainda existe muito a ser feito. Com o passar do tempo, os livros, é claro me ajudaram bastante, a perceber que existiam pessoas assim como eu - fora de órbita, fora do ciclo, fora do aquário. Tive alguns bons amigos e muitos outros conhecidos que pude perceber que por alguma razão também tinha alguma ligação. Por isso a resposta do mundo paralelo?, por isso a resposta do porque você pensa muito?, por isso da resposta do porque você é tão fechada?. Saber lidar com a diferença, só mesmo o tempo pra ensinar. Mas como sempre tive a certeza de que as coisas uma hora acontecem, uma hora torna-se como um rumo, sempre consegui manter-me com controle e busco a paciência porque ela é um fator primordial. Acredito que desde jovem aprendi a ser niilista. Ao mesmo tempo imbutida em uma educação católica, mas quando somos muito jovens, acreditamos que tudo que nos é feito é feito para o nosso próprio bem. A boa intenção existe, então nada parece muito doído. A idéia de instituições, nunca me agradou muito, como diz minha própria mãe, "você nunca gostou de regras." Não aceito muito as convicções morais colocadas e impostas, pelo menos em minha vida. E penso que as pessoas deveria prestar atenção mais nisso. O direito de cuidar de suas próprias vidas. Cada um deve ter a opção de escolha e de querer fazer o que bem entender. O que isso vai dar, só vivendo pra saber. A vida é justa, cada um tem o que merece, isso é fato. A gente só vai perceber isso com a maturidade, com a sabedoria. Pode ter certeza, uma hora chega, todas as respostas e com elas várias outras dúvidas. A gente perde muito tempo com esforços frustrados e os resultados, quase sempre são nulos. É como se nadássemos e nadássemos e chegando à praia a gente morresse. Houve o esforço, mas até aí, cadê o resultado? Assim acontece conosco todos os dias. Eu acredito na vida e em tudo que tem vida.



Escrito por Patrícia Lobo às 13h57
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É DIGNO DE ELIMINAÇÃO

Aline(Falô) em meio as bolinhas, atormentando as crianças. Já falei que você deveria ser atriz. kkkk Tenho papel pra você.

?Vamos Beber uno cafesito...

Samba Brother's - Ari e Falô.

Atende esse Nextel, porra! É o Ari... rs Trabalhar pra quê, né? kkk Eita show bão - Samba Brother's kkkkk

Pense, múltiplique, eleve (ao quadrado ou ao cubo (opcional)).

Depois, elemine tudo. Aplica na vida, porra!

Las chicas! Pense...



Escrito por Patrícia Lobo às 00h52
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LIVRO

SINOPSE

Não há freqüentador de sala de cinema no mundo que não conheça Pedro Almodóvar. Desde a escrita do roteiro até a escolha dos menores detalhes, ele é autor completo de seus filmes e trouxe para a sétima arte um estilo inconfundível, marcado por temas polêmicos e uma estética kitsch. Neste livro, construído a partir de uma série de entrevistas que o crítico de cinema Frédéric Strauss fez com o cineasta ao longo de mais de vinte anos, Almodóvar nos revela como compõe cenários e figurinos e tira proveito de músicas para realçar situações dramáticas. O leitor vai descobrir o que há de autobiográfico em sua obra, quais seus filmes e livros preferidos, a razão de privilegiar as personagens femininas e transformar radicalmente valores ligados a família, fé e sexualidade. Tocantes, impetuosas, irônicas, imprevistas, inteligentes – todos esses adjetivos se aplicam às palavras de Pedro Almodóvar nestas conversas.
 
Estou conferindo o livro. Tudo do Almodóvar me interessa. O cara é genial. 


Escrito por Patrícia Lobo às 21h43
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... buscando palavras que não vem.

Ele destrói depois do mar, ou até mesmo do céu azul. Você acredita que poderia, que seria e que até mesmo é, no passado hoje. Eu me frustro. Porque mentira é acreditar e perceber que você estava no ninho. Erro sempre e quero errar sempre. Se já sou inconveniente errando, imaginem se não o ocorresse? Erro e erro com gosto, ou de repente acerto e deixo passar, porque quem erra tem o péssimo hábito de fazer más escolhas. Faz parte. Eu gosto da minha fúria, porque com ela eu vou longe, quando a tive eu ia longe. Agora busco e procuro minhas palavras ásperas como antes. É isso que quero - Força, acidez, fúria. Chega de paz, de coração. O coração só se esconde e se engana. Estou procurando um capacete no fundo do mar de ilusões...

"coração, o coração escuro

coração ,coração com muros

coração, coração com paredes 

coração que se esconde 
 

coração que esta onde 
 

coração em fuga, ferido - dúvida de amor..."

Fúria é a palavra pro agora.

É a proteção.



Escrito por Patrícia Lobo às 01h42
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CORAZON

ESCUTE!

http://www.youtube.com/watch?v=iTS7TnLgTjA&feature=related

SILVIO RODRIGUEZ - "Quien Fuera"

Uma canção que me fez lembrar de Almodóvar. Na poesia barata dos meus pensamentos solitários. Em pensar quantos enganos. Quantas tentativas. Quantos acertos? Meu Deus, quantos erros... O coração engana. O coração se esconde. O coração faz dos tontos, os tontos maiores. Já não me faço pensar mais o que passou, mas me recordo sempre. Enganos e o mais belo é dizer que não provou, não experimentou, não viveu. Assim lá na frente, evitamos lamentações, a pior, de não ter tentado, de não ter feito. Pensar-me mata e vai me matar aos poucos, muitas das vezes evitá-se de viver. Tantas cobranças que acabamos nos tornando escravos. Eu já não sei em quem acreditar, em meio a tantos desinteressantes, a gente já não sabe o que é verdade fora da gente.



Escrito por Patrícia Lobo às 01h07
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BIENAL DO LIVRO

 



Escrito por Patrícia Lobo às 00h49
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ÚLTIMOS LIVROS

Caminhando por aí, comprei esses dois livros:

Angeli - Os broncos também amam.

"Os broncos também amam, é umam coletânea de textos, cartuns, sacadas e quadrinhos avulsos que foram publicados na revista Chiclete com Banana, entre 1985 e 1990. Foram reunidas as colunas de Benevides Paixão, uma curtição em cima do ego dos jornalistas. Nos cartuns das seções goela abaixo, new look e as drogas que pintam, o leitor vai encontrar uma seleção de brilhantes momentos da trajetória de um dos mais renomados cartunistas brasileiros".

Wood Allen - Adultérios.

"Três deliciosas histórias que se passam em NY e arredores, nas quais contracenam sofisticados personagens, como apenas Wood Allen seria capaz de imaginar".



Escrito por Patrícia Lobo às 23h52
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RANGO

Mais uma vez na cozinha. Terapia.

Pasta ao molho branco com filé mignon e Shimeji.



Escrito por Patrícia Lobo às 00h50
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AMANHÃ NADA SERÁ LEMBRADO

A memória é curta.

No amanhã, quase sempre acabamos

sendo apenas esgoto na lembrança.

Nada por um minuto valeu a pena,

amanhã não será lembrado.

Nenhum esforço,

nenhuma madrugada com os olhos abertos,

seja lá em qual dedicação,

amanhã nada será lembrado.

Ninguém avalia ninguém por esforço e sim pelo resultado.

É uma verdade cruel, mas essa é a real.

Uma pena.



Escrito por Patrícia Lobo às 00h07
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ASSIM COMO A TELA - O GRITO

Eu poderia gritar e mesmo assim o que isso realmente iria dizer? Nada. Ao mesmo tempo existem várias outras possibilidades. Ficar quieto e não dizer nada. Vegetar. Caminhar até chegar o fim. Fazer, fazer e fazer. Vai chegar. Vai chegar a hora e ninguém vai ouvir o grito. Vai ser suave. Leve. Prolongado. Permanente. Ninguém tem que provar nada. Porque será dessa mania insossa? O grito pode ser dado a qualquer instante. Na madrugada vazia. Na vontade do beijo por vaidade. Na prova de se deixar parecer maláco. Que se dane a preocupação de garantir sua aposentadoria, sua puta casa de 10 andares. Quase sempre é assim. As pessoas são o que tem e não o que são. Todo mundo erra. Todo mundo acerta. Todo mundo tem 1 milhão de possibilidades. Altos e baixos é pra todo mundo. Quase sempre bate o vazio. O espaço aqui dentro parece grande. Grande o bastante pra quase sempre tudo parecer vazio, assim como uma sala e a paisagem da cidade grande. Tudo hoje em dia parece demodê. Desde o fim até o começo. Nem sempre desejamos determinadas situações, elas aparecem e entre altos e baixos, a sorte é dada ou a falta dela é direcionada a cada um dos participantes. Quem disse que é fácil? E quem foi que disse que é difícil? Depende muito do perfil de cada um e do que todos tem a ganhar ou até mesmo a perder. Palavrinha filha da puta. Perder é uma palavra interessante. Bem como dizer Ayrton Sena ou Nelson Piquet? Claro que Nelson Piquet. O gosto da arrogância certeira tem lá suas verdades. Verdades em dizer que não existe essa tão aclamada perfeição que como foi dito - ALTOS E BAIXOS existem o tempo todo e pra todo mundo, nessas horas a dor é pra todo mundo, ou a alegria, sabe-se lá de fato em quais propoções. A coragem está pra quem diz CHEGA. BASTA! Pra quem segura toda a impulsividade, a vaidade por uma causa que sabe bem o final, seja ela positiva ou negativa. A brincadeira também é pra todo mundo. A satisfação é merecedora a todos. Entra no jogo quem vive. Tantos os ganhadores, os sortudos, os perdedores, ou smplesmente os jogadores. Existe muita diferença nisso tudo.



Escrito por Patrícia Lobo às 23h38
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INTERIORS DESIGN

(The rose)

By Patrícia Lobo



Escrito por Patrícia Lobo às 15h16
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INÚMERAS

Nos olhos assustados da menina, ela escorre sua maquiagem negra.

Uma maquiagem de alguma noite perdida. Não era uma noite vivida.

Era uma passagem, era só uma noite em que existiu, pelo simples fato, estar acordada.

Ela caminhava e a cada passo mais alguma coisa escorria de seus olhos. Essas coisas de gente magoada.

A garota parecia ter encontrado a vida e com ela seus problemas também. Cada esquina tem uma história.

Em cada farol existem uma tonelada de possibilidades para rumos distintos. Cada hora que você pisca os olhos existem mais tantas outras.

Assim como pra essa garota e pra muitas outras pessoas existem hora do gozo e a hora do desespero.

O que só não podemos deixar de prestar atenção é exatamente nas inúmeras possibilidades que dado cada passo, abre-se mais milhões e milhões de escolhas, opções, possibilidades... 



Escrito por Patrícia Lobo às 20h33
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Lendo e relendo o meu primeiro romance. Acertando-o. Nesse segundo semestre começam as partes burocráticas para vê-lo realizado.

Escrito por Patrícia Lobo às 20h21
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SÓ UMA COISA

Odeio. Odeia o quê? Gente. Gente? Sim, gente. Gente que imita outra pessoa. Que quer ter vida de outra pessoa. Odeio gente que não sabe ser. Que não é. Que é sem vergonha. Odeio gente. Gente desse naipe. Gente que não é. E tem uma maldade tamanha. Que em tudo que toca destrói. Gente que atrapalha caminhos, destinos. Gente que nasceu pra causar o mal. O mal na vida alhei. O mal nas veias, nas ruelas, na comida digerida. Odeio gente que caga adubo. Que vive um teatro. Gente que gosta de drama. Que apontam culpados. Gente que tem uma lista grande e que se faz de delegado. Gente que gosta de propagar. Gente deslumbrada. Gente perigosa. Gente que não tem gratidão. Gente que não aceita o não. Gente assim como eu que não sabem dizer não. Um eterno e grande desafio. Gente que diz o nome de Deus em vão. Gente que rouba dinheiro de gente inocente. Gente premeditada. Gente que toma remédios pra depressão. Gente que diz que a culpa é da bebida. Gente que culpa a droga. Gente que esquece que existiu antes de tudo uma escolha, uma ação. Gente que esquece o lado bom de tudo. Gente que esquece tudo  por egoísmo. Gente que dá as costas a pai e mãe. Todos nós nos odiamos, porque todos nós somos espelhos disso. Dessa grande intolerância.



Escrito por Patrícia Lobo às 22h19
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